Descubra os principais erros que levam à exclusão do MEI, como evitar o desenquadramento e manter seu CNPJ regularizado.
O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das formas mais acessíveis de formalização no Brasil. Com tributação simplificada e pagamento mensal fixo por meio do DAS, o regime oferece vantagens importantes como emissão de nota fiscal e acesso a benefícios previdenciários.
Mas o que muitos empreendedores esquecem é que permanecer como MEI exige atenção constante às regras. Descuidos simples podem resultar em multas, perda de direitos e até na exclusão do MEI, obrigando o empresário a migrar para outro regime tributário — geralmente mais oneroso.
Entenda agora os principais pontos de atenção.
Regras básicas para continuar como MEI
Para manter o enquadramento, o empreendedor precisa respeitar critérios obrigatórios:
• Faturamento anual de até R$ 81 mil
• Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa
• Exercer apenas atividades permitidas no regime
• Ter no máximo um funcionário, recebendo salário mínimo ou piso da categoria
• Pagar mensalmente o DAS
• Entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI)
O descumprimento dessas regras pode levar ao desenquadramento automático.
Leia também: Declaração Anual do MEI já pode ser feita; prazo termina em 31 de maio de 2026
Inadimplência: o erro mais comum (e mais perigoso)
Deixar de pagar o DAS parece algo simples, mas pode gerar consequências sérias.
Sem a contribuição em dia:
• O tempo não conta para aposentadoria
• Pode haver perda do auxílio-doença
• O salário-maternidade pode ser negado
• A dívida pode ir para a Dívida Ativa da União
• O CPF pode sofrer restrições
Além disso, débitos prolongados podem levar à exclusão do SIMEI após notificação da Receita Federal.

Principais erros que levam à exclusão do MEI
1️⃣ Ultrapassar o limite de faturamento
O teto anual é de R$ 81 mil.
• Excedendo até 20%: o desenquadramento ocorre no ano seguinte
• Excedendo mais de 20%: pode haver exclusão retroativa, com cobrança de impostos e multa
Esse é um dos erros que mais gera impacto financeiro inesperado.
2️⃣ Exercer atividade não permitida
Nem toda profissão pode ser MEI. Atividades intelectuais regulamentadas e algumas áreas específicas não são autorizadas.
Cadastrar ou exercer atividade não permitida pode gerar exclusão imediata.
3️⃣ Ser sócio de outra empresa
O MEI não pode participar como sócio ou administrador de outro CNPJ. Se isso ocorrer, o desenquadramento pode acontecer automaticamente.
4️⃣ Contratar fora das regras
O MEI pode ter apenas um funcionário e dentro dos limites legais de remuneração.
Descumprir essa regra descaracteriza o regime simplificado.
5️⃣ Irregularidades cadastrais e débitos prolongados
Pendências na Inscrição Municipal ou Estadual, falta de declaração anual ou longos períodos sem pagamento do DAS também podem levar à exclusão.
O que acontece ao ser excluído do MEI?
Ao perder o enquadramento, o empreendedor passa a ser considerado Microempresa (ME) no Simples Nacional.
Isso implica:
• Tributação sobre o faturamento
• Maior burocracia fiscal
• Obrigatoriedade de contador
• Aumento de custos operacionais
Ou seja, a exclusão do MEI pode impactar diretamente o fluxo de caixa do negócio.
Leia também: Ultrapassei o limite do MEI: passo a passo de como resolver
Conclusão
Ser MEI é vantajoso — mas não é automático nem permanente.
Organização financeira, controle de faturamento e cumprimento das obrigações são fundamentais para manter o regime.
Mais do que pagar um imposto reduzido, o MEI precisa entender que está administrando um CNPJ — e isso exige responsabilidade.
Está em dúvida se seu negócio ainda se encaixa como MEI ou corre risco de desenquadramento?
A Alfa pode analisar sua situação e orientar o melhor caminho para manter seu CNPJ regularizado e financeiramente saudável.
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